
06 dezembro 2009
Para Yasmin

15 novembro 2009
E se...

E se você nunca tivesse decidido que você não me quer do seu lado? E se você nunca tivesse decidido que você não me quer na sua vida? E se ainda estivéssemos lado a lado? E se você ainda segurasse a minha mão? E se a sua boca for a que ainda beijo todas as manhãs? E se o seu olhar ainda me dissesse que me ama? E se o seu corpo ainda fosse o que abraço à noite? E se você não tivesse ido embora? O que seria de nós?
E se você ainda me ligasse quando quiser? E se você ainda sorrisse com as minhas piadas? E se ainda fossem as suas palavras de conforto que escuto? E se ainda dividíssemos o mesmo teto? A mesma cama? O mesmo amor? E se o seu caminho também fosse o meu? E se você tivesse medo de continuar sem mim? E se o mundo fosse mais colorido junto a mim? E se você decidisse agora que você me quer na sua vida? Se você decidisse que você me quer do seu lado? O que seria de nós?
p.s: i´m still waiting for your call. yes, i am.
02 novembro 2009
resposta

A verdade é que eu não consigo ficar assim com você. Eu sei que falei que podia, mas não consigo.
Sou sensível demais, vulnerável demais, chame o que você quiser, mas gosto de você, amo você demais para agüentar ficar desta maneira com você. E você sabia disso. E mesmo sabendo você continua me procurando. Você continua me procurando porque quer alguma coisa comigo, só não é forte o suficiente para tê-lo. O que de certa maneira faz de você uma covarde.
E sabe o que é o mais triste de tudo isso? É que um dia você vai acordar e vai perceber tudo o que você perdeu, o que perdemos, e ai sim vai ser tarde demais.
Por isso mesmo, não me procure mais.
Não pense que eu estou fazendo isto por você, nem por ninguém. Estou fazendo isto por mim.
Estou construindo a minha nova vida sem você, então, por favor, respeite isso.
04 outubro 2009
dói

Você me dói como farpa quando entra no dedo ou na planta do pé. Você me dói como soco na barriga que deixa sem ar. Você me dói como quando se cai de joelhos no chão. Você me dói como quando se arranca dente.
Você me dói no mais superficial da pele e no mais profundo da alma. Me dói nos braços que esperam abertos o abraço. Me dói na nuca que espera a respiração. Me dói nas mãos vazias que não seguram mais as suas.
Você me dói no beijo não dado. Você me dói nas músicas não dançadas. Você me dói nos filmes não vistos. Você me dói nas cartas não enviadas. Você me dói nos milhões de “eu te amo” vazios, tristes, sozinhos.
Você me dói no lado esquerdo da cama. Você me dói nas fotografias. Você me dói nos jantares. Você me dói no sorriso e no choro.
Você me dói como não devia. Você me dói mais do que eu sabia.
12 setembro 2009
que seja doce...

Eu não sou dessas, desse tipo, mas hoje não tem como, não sei como, não sei não fazer.
Hoje você completaria um ano mais de vida, desta vida aqui. Vida material, vida louca, vida caos. Hoje soprarias 61 velinhas. Hoje cantariam mais uma vez o “parabéns” desentoado, receberias abraços e provavelmente algum prêmio ai dizendo o quão importante és. Hoje te parafrasearão em vários lugares, desde jornais até mesas de bar. Hoje, espero eu, lembrarão de você com carinho.
Caio Fernando Abreu nascia hoje a 61 anos atrás. Hoje, 61 anos depois, sua vida deixada aqui ainda ilumina milhões de pessoas, ainda inspira milhões de pessoas, ainda atrai milhões de pessoas. Caio F. deixou este mundo cedo demais, mas sua obra ficará por aqui por muito e muito tempo.
Por você, meus girassóis.
Para você, todo o carinho do mundo.
Que seja doce...
26 agosto 2009
borboletas
17 agosto 2009
castelo de areia

Ok, então é assim. É assim que se sente perceber que tudo pode ter sido em vão. É assim que se sente ver os sonhos despedaçados no chão sendo pisoteados. É assim que é. E dói, sabe? Como dói! Tantos sonhos, planos, metas, para que? Um castelo de areia. É isso, como um castelo de areia tudo desabou. Não sobrou nada. Só isto, um corpo vazio. O meu. Dias melhores virão dizem, mas dias melhores demoram tanto para chegar. Não há mais tempo, já passou. Tudo que tinha que ser feito já foi. E não há mais nada. Não sobra mais nada. Com o tempo as coisas vão ficando cada vez menores eu disse. Esperança quase nula. Como se faz para sorrir? Sinto saudades daquilo que não será mais. E dói, tudo aqui dói. O vazio dói. Construir um castelo de areia demora tanto tempo. Como é possível que em segundos ele acabe completamente destruído no chão?
p.s: Let That Be Enough
01 agosto 2009
reticências

Deito na cama e seu corpo nu me convida para o abraço. Seu corpo é quente mesmo nas noites mais frias do inverno, e eu gosto disso. Sua pele arrepia com facilidade, e eu gosto fazê-la arrepiar. Minha mão passa devagar nas suas costas e suavemente, levemente os pêlos finos da sua nuca começam a levantar. E eu gosto disso.
O ventilador faz um barulho confortante. Você sempre liga o ventilador, mesmo no inverno, só para ouvir o barulho. E eu me acostumei a essa melodia constante. E à sua respiração no meu pescoço.
Gosto do seu riso. E do seu olhar infantil. E de como você me chama para dividir a cama com você às vezes.
Começo a pensar que gosto muito de ficar ao seu lado.
30 julho 2009
história

Nossa história não tinha que parar por aqui, mas agora eu não sei.
14 julho 2009
Para minha estrela

Que necessidade tola esta a que me consome agora. Esta necessidade de fazer você saber que eu sinto a tua falta de uma maneira absurda. Que me aperta, me sufoca, me machuca. Esta necessidade tola que tenho agora de te ligar e dizer que pego o primeiro ônibus que passar ai na esquina da tua rua só para te dar um abraço, aquele abraço que tenho guardado aqui para te dar há tanto tempo. Há tanto tempo que tenho tudo preso aqui na garganta e quando quero falar não sai nada. Não sai nada porque tudo que sai são palavras confusas, misturadas, palavras que você já deve ter ouvido muito, palavras como “sinto-tanta-falta-de-você-que-não-sei-como-aguentar-a-saudade-não-consigo-mais-ficar-assim-sem-você-na-minha-vida”. E eu, eu juro que não sei como fazer para não sentir a tua falta. E eu já tentei de tudo. Já guardei cartas, fotografias, não ouço mais certas músicas, não vejo mais certos filmes, não uso mais certas roupas, passo longe de perfumarias e evito falar no teu nome. Mas nada disso adianta, sabe? Nada disso nunca adiantou.
Não peço nada de você, não quero nada em troca. Só preciso, necessito, que você saiba, que você tenha noção, da falta que você faz na minha vida. Que você saiba do buraco que há no coração. Que você imagine o nó na garganta. E que saiba – e como eu espero que você saiba! – que eu te amo e que te admiro e que és uma pessoa maravilhosa.
Há tanta coisa que eu ainda quero te dizer, mas prefiro dizer pessoalmente. Estou dando o primeiro passo, por favor, me acompanha no segundo.
P.S: Wait! They don´t love you like I love you

