20 maio 2013

under the sheets




Her smell on my bed, impregnating the sheets, the memory of nights awake, the touch, the kiss, "do not ever go away from here," warming the left side of the bed and the heart as well, separates insecurity from will, leaving here only the colors, strip away the blacks and grays, take away the pain and sorrow, the delicacy of words, the beauty of the smile, let it be like this, i´ll go to sleep now, don´t ever want to wake up, this is how I wanna be.


p.s: and the heart is dumb and the heart is blind

12 março 2013

outro alguém




Ela dorme. Deitada aqui ao meu lado posso escutar sua respiração suave, devagar. Inspira. Expira. Se me mexo posso estragar toda essa paz. Respiro suave para não acordá-la. Ela se aconchega nua cada vez mais sobre meu corpo também nu. Há tanta tranqüilidade e inquietude neste momento. Não quero deixá-la. Não quero ir embora. Não quero me arrepender.  Se ela acordar agora tudo será mais complicado, ela não pode saber. Como tudo foi ficar assim, tão difícil e intenso? Olho para ela com ternura, porém a odeio. Odeio como me deixa tão confusa. Eu tenho que ir embora. Será que posso? Que consigo? Ela dorme e no sonho me abraça cada vez mais. Será que ela sabe que há outra vida lá fora? Que há outro alguém? Será que poderá me perdoar? Me perdoa, minha linda, mas tenho que partir. A doçura da noite fica impregnada no meu corpo. Será que tenho o perfume dela em mim? Preciso ir embora e nunca mais voltar. Desta vez é sério. Não volto, não posso. “Me perdoa, mas conheci outro alguém que agora tem meu coração.” O que posso dizer? Me perdoa, sou viciada na pele, no cheiro, no toque, no perfume dela. Não consigo evitar. Não consigo dizer não. Ela me olha, eu derreto. Sua respiração no meu pescoço me convida a ficar aqui, assim, para sempre. Não posso, não devo. Há outros braços que esperam o abraço. Não acorda, minha linda, que não quero me despedir. Não acorda, fica assim, sonhando com o impossível. Eu vou e não volto. Adeus, meu coração.


p.s: There's so much I need to say to you, so many reasons why

20 fevereiro 2013

às vezes




Às vezes dá uma saudade de abrir os olhos pela manhã e você ser a primeira imagem que eles vêem. E suas pernas, o toque mais suave nas minhas. 
Às vezes dá uma saudade, sabe? 
Às vezes.



p.s:  everybody hurts... sometimes

03 fevereiro 2013

A vida pode (e vai) mudar tanto, meu amor, que dá até medo.




Começa por tirar os sapatos. Pisar na grama molhada da chuva fina e fresquinha numa noite de verão. Continua por fechar os olhos. Sentir o vento e a chuva bater no rosto. As lágrimas se misturando com a chuva, já não são mais lágrimas. Depois abre os braços. Deitar no chão de braços abertos sentindo cada pedaço do corpo encostando-se à grama molhada e a chuva tocando cada centímetro de ser. Ser vivo, ser emotivo, ser. Agora respira fundo. O ar entrando pelo nariz, passando pela traquéia, enchendo pulmões, enchendo de vida isto chamado de corpo que se sentia morto há tanto, tanto tempo. Pensa, sente, vibra. Há vida, há vida, há vida...



p.s: I can't feel my hand any more... It's alright, sleep tight


08 janeiro 2013

confessions




Pequei em achar que você era forte o suficiente para segurar comigo toda essa barra, esse peso que carrego dentro. Pensei que você fosse suportar comigo todas as dores e alegrias, passar junto os dias, compartilhar a cama, mas também a vida. Pequei em pedir a você mais do que você poderia dar, esperei mais do que poderia ser. Pequei em não querer menos, em insistir por mais. Acontece que não quero o seu menos, não quero migalhas nem restos; quero você por completo. E ao meu lado. E sempre.



p.s:  I'm guilty for my sins this time