23 janeiro 2010


Sento aqui e escrevo porque é o único que posso fazer. Sento aqui e escrevo para ti. Mais uma vez. Das trilhões de vezes, desta vez dói mais. Sento aqui e escrevo para ti, acompanhada do meu fiel cigarro e meia xícara de café frio.
Sento aqui e escrevo para ti porque hoje me vi sentada no parque sozinha e pensei em ti mais uma vez. Então, escrevo porque é como se falasse e desta vez tu me escutas.
Escrevo porque há algo ainda aqui em mim que me liga a ti. Como se fosse um pequeno e fino barbante costurado do teu coração para o meu, ou melhor, do meu para o teu. E escrevo porque é assim que consigo finalmente colocar os meus pensamentos em linha reta (ou não).
Sento aqui e escrevo porque tenho tempo. Escrevo para ti porque há uma vontade absurda de contas que hoje vi um passarinho quebrando o ovinho e nascendo. Escrevo para ti porque hoje parei e cheirei uma flor. Daquelas coloridas e perfumadas. Escrevo para ti porque ouvi a pior das piadas, e ri feito criança, feito boba.Escreo para ti porque caminhei pela praia admirando o mar. E eu queria te contar sobre isso. Sobre o mar, sobre a piada, sobre a flor e o passarinho. Queria te contar sobre mim. Por isso escrevo.
Sento aqui para escrever porque meus pés doem, caminhei muito durante muito tempo, talvez dias, meses, anos. Caminhei procurando por ti, sabes? Nunca achei. Sento aqui para escrever porque a brisa que bate no meu rosto vem com cheiro de primavera. Cheiro de primavera. Assim era o perfume dos teus cabelos. Sento aqui para escrever porque o sol está se pondo e é lindo, tão lindo, como se formam tantas cores amarelo-laranja-vermelho. Sento aqui para escrever porque o silêncioé quase que ensurdecedor. E é melhor assim. É sempre melhor assim.
Sento aqui e escrevo para ti porque quero que saibas da saudade que cresce aqui dentro e fora de mim. Sento aqui e escrevo para ti porque quero que saibas que estás em tudo que vejo, que ouço, que sinto, que bebo, que como, que fumo, que vivo. Sento aqui e escrevo para ri porque não há outra maneira melhor de fazê-lo.
Sento aqui e escrevo poque é assim que têm que ser. Escrevo para que saibas do aperto no coração. Ele, coitado, anda tão partido... Escrevo para que saibas que lembro de cada momento ao teu lado. E lembrando sorrio. Escrevo para que saibas que meu sorriso é verdadeiro e que é para ti.
Sento aqui e escrevo, enfim, para que não te apagues em mim.





p.s: i love you more than i have ever found a way to say to you

2 comentários:

Mcalvet disse...

Bonito texto mocinha.....

Bjoes

Boneco de madeira disse...

gostei! da uma olhada no meu tbem: bonecodeventriloco.blogspot.com