03 maio 2010

Comment pouvez-vous dire?


Je ne parle pas français mais je parle mal de toute façon, peut-être vous me comprenez? Si je vous voulez, est le même en français.
Ses lèvres m'attirent. Je veux que chaque pouce de sa peau touche la mienne. Il est très difficile à comprendre?
Je te veux en chinois, anglais, français, allemand, espagnol, portugais. Ne comprenez-vous?
Et puis, que dois-je faire maintenant?



p.s: i can´t believe it, it´s always like this


20 fevereiro 2010

if you see her, say hello


Não se perca no tempo. Não fique pelo caminho. Corra aqui ao meu lado, abrace-me quando puder. Vamos dançar e rir, cantar desafinado mesmo sem se importar. Atenda o telefone quando eu ligar e venha me encontrar para passear. Apareça por aqui que eu apareço por ai, conte-me histórias. Faça-me sorrir com o seu sorriso.
Não se perca no tempo perdido. O tempo que passou, ficou. Agora é o novo, o presente, faça-se presente. Venha, ligue, apareça. Fique aqui mais um pouco. Vamos lembrar, vamos recordar, vamos sonhar de novo.
Senti a sua falta. Sinto ainda. Não se faça ausente de novo, volte!
Fique por aqui, farei um café e levarei os cigarros. Conte-me tudo. Conte-me da sua vida que já não conheço mais. Conte-me dos dias mais felizes e dos mais tristes também, a vida não é feita só de alegrias. Conte-me dos amores, das amizades, das chuvas que pegou, dos arco-íris que admirou. Conte-me daquela noite estrelada quando você pensou em mim. Quero saber de tudo.
Não se perca, não deixe o tempo passar mais assim depressa sem aparecer, sem voltar, sem ficar aqui na minha vida.
Meus braços estão abertos esperando o seu abraço. Meu carinho por você continua o mesmo, talvez um pouco enferrujado, mas isso é fácil de consertar. Venha, e venha logo.
Estou aqui esperando por você, como sempre o fiz, e com todo o amor que couber em mim.




p.s: Ohh darling, how i´ve missed you!

24 janeiro 2010

perdóname...


Te he alejado? Te he hecho daño? Perdóname. Pero ahora te prometo que no lo haré más. Te cuidaré. No, no lo sé. Intentaré.
Perdóname. No quise nunca hacerte daño, quebrar tu corazón.
Perdóname. No lo hice a propósito. Son cosas que... cosas que pasan sin uno saber. No he querido enojarte. Perdóname.
No te vayas, es tarde ya y llueve allí afuera. Déjame abrigarte, abrazarte, besarte. No, no te alejes de mi. Acércate más, siéntate aqui conmigo. Dame tu mano.
No, no me dejes. Que haré yo sin tí? No me dejes.
Perdóname.
Déjame explicarte que... Que no sé. No me dejes aqui sin tí. Sufriré. Moriré. Perdóname.
Te prometo, te prometo, te prometo, ahora siempre te cuidaré.
Pero no me dejes, no te vayas, no te alejes.
Perdóname.
Eres parte de mí, y si te vas ahora, que haré?
No, no abras la puerta. Espérame.
No quiero gritar, entra de nuevo, siéntate a mi lado, eres parte de mí, entiendes?
Te canto serenatas, te compro girasoles, te beso los pies. No me dejes. No me dejes.
Lloraré años sin tí, me desaguaré por tí. No te alejes.
Por que te vas? Te prometo, te explicaré, pero quédate.
Perdóname.
No abras la puerta. No salgas por el corredor. No entres en el acensor. No salgas por el portón. No camines por la calle. No te pierdas en la esquina.
No te veo más. No te tengo más.
Te vas. Te alejas. Me dejas.
Perdóname...



p.s: i could never sleep alone

23 janeiro 2010


Sento aqui e escrevo porque é o único que posso fazer. Sento aqui e escrevo para ti. Mais uma vez. Das trilhões de vezes, desta vez dói mais. Sento aqui e escrevo para ti, acompanhada do meu fiel cigarro e meia xícara de café frio.
Sento aqui e escrevo para ti porque hoje me vi sentada no parque sozinha e pensei em ti mais uma vez. Então, escrevo porque é como se falasse e desta vez tu me escutas.
Escrevo porque há algo ainda aqui em mim que me liga a ti. Como se fosse um pequeno e fino barbante costurado do teu coração para o meu, ou melhor, do meu para o teu. E escrevo porque é assim que consigo finalmente colocar os meus pensamentos em linha reta (ou não).
Sento aqui e escrevo porque tenho tempo. Escrevo para ti porque há uma vontade absurda de contas que hoje vi um passarinho quebrando o ovinho e nascendo. Escrevo para ti porque hoje parei e cheirei uma flor. Daquelas coloridas e perfumadas. Escrevo para ti porque ouvi a pior das piadas, e ri feito criança, feito boba.Escreo para ti porque caminhei pela praia admirando o mar. E eu queria te contar sobre isso. Sobre o mar, sobre a piada, sobre a flor e o passarinho. Queria te contar sobre mim. Por isso escrevo.
Sento aqui para escrever porque meus pés doem, caminhei muito durante muito tempo, talvez dias, meses, anos. Caminhei procurando por ti, sabes? Nunca achei. Sento aqui para escrever porque a brisa que bate no meu rosto vem com cheiro de primavera. Cheiro de primavera. Assim era o perfume dos teus cabelos. Sento aqui para escrever porque o sol está se pondo e é lindo, tão lindo, como se formam tantas cores amarelo-laranja-vermelho. Sento aqui para escrever porque o silêncioé quase que ensurdecedor. E é melhor assim. É sempre melhor assim.
Sento aqui e escrevo para ti porque quero que saibas da saudade que cresce aqui dentro e fora de mim. Sento aqui e escrevo para ti porque quero que saibas que estás em tudo que vejo, que ouço, que sinto, que bebo, que como, que fumo, que vivo. Sento aqui e escrevo para ri porque não há outra maneira melhor de fazê-lo.
Sento aqui e escrevo poque é assim que têm que ser. Escrevo para que saibas do aperto no coração. Ele, coitado, anda tão partido... Escrevo para que saibas que lembro de cada momento ao teu lado. E lembrando sorrio. Escrevo para que saibas que meu sorriso é verdadeiro e que é para ti.
Sento aqui e escrevo, enfim, para que não te apagues em mim.





p.s: i love you more than i have ever found a way to say to you

24 dezembro 2009

as cartas de natal



Querido amigo,

Faz tempo que não nos vemos nem conversamos. Sinto a tua falta. Teu sorriso sempre inundava o nosso silêncio e era tão bom, tão bom...!
Das novidades tenho poucas. Este ano foi difícil, muito difícil. Perdemos tantos no caminho. A tristeza os levou, a todos. Mas aqui continuamos, firmes e fortes. Me mudei, sabias? Estou vivendo longe desta loucura toda daqui. Longe da fumaça, das buzonas de carros, longe das ruas quentes e lotadas de pessoas frias, vazias... Estou vivendo longe. E sozinha. E continuo na busca da felicidade. E tu? A achaste?

Penso muito no tempo que perdemos, sabes? Tão separados um do outro. Sinto falta das tuas melodias, e do abraço de urso que ganhava quando me vias. Hoje passei perto da tua casa antiga e sorri ao lembrar de ti. É assim que te tenho em mim. Com sorrisos, sempre.

Então, hoje que é Natal, só posso te desejar o melhor. Meu carinho por ti continua o mesmo, apesar do tempo. E que este ano que começa daqui a pouco, novinho em folha, seja melhor que os que passaram.

Te abraço assim, à distância.

Fica bem pois te quero bem.


Annita




p.s: feliz natal.

15 dezembro 2009



Queria roubar você para mim. Nem que seja só um pedaço. Talvez o seu cheiro, o seu perfume. Queria roubar sua pele macia, a pele macia que arrepiava. Isso, queria roubar a sua pele arrepiada pelo carinho, não pelo frio. Queria roubar a sua voz quando cantava baixinho no meu ouvido. Eu devia ter roubado as músicas que você tocava no violão. Queria ter roubado o seu carinho quando eu adoecia. Hoje doente estou aqui, e nada do seu carinho. Devia ter roubado os seus cílios quando faziam cócegas no meu pescoço. E o seu sorriso. Devia ter roubado o seu sorriso quando soube que seria o último para mim. Eu queria ter roubado as suas pernas quando elas entrelaçavam nas minhas. Queria ter roubado o seu gemido quando o amor era demais que parecia explodir. Eu devia ter roubado o seu furinho no queixo que tanto gostava de beijar. Eu devia ter roubado mais um beijo seu, se soubesse que aquele seria o último. Queria roubar também o seu abraço. Queria roubar as noites frias embaixo do cobertor e aquele chocolate quente que você trazia para a cama. Eu devia ter roubado todos os filmes que vimos e todos os outros que deixamos de ver. Queria ter roubado a sua cintura para poder segurar quando quero dançar assim, devagar. Devia ter roubado as suas caretas e palhaçadas para quando eu precisasse sorrir. E devia ter roubado aquela viagem a Paraty. Queria ter roubado o seu cabelo para achar alguns no travesseiro e rir ao lembrar-me de você falando que se continuar assim ia ficar careca algum dia. Queria ter roubado as suas palavras, cada letra que você suavemente falava quando dizia que me amava. Eu devia ter roubado todos os "eu te amo" que você me disse, devia tê-los colocado numa garrafa e quando precisasse (como hoje) soltaria um por um para me sentir assim amada como me sentia com você. Eu queria ter roubado mais algumas horas do seu lado. Alguns dias, meses, anos. Queria ter roubado só um pedacinho de você para mim. Devia ter roubado você para mim.



p.s: i hope tonight you will touch my hair and draw ghosts on my back

06 dezembro 2009

Para Yasmin



Me dá a sua mão. Eu seguro a sua.
O caminho é todo nosso. A vida também.
Eu estou aqui, e você?
Segura a minha mão que eu seguro a sua.
Pula comigo neste precipício que é viver?
Não vale desistir agora. Não vale desistir.
A vida é agora.
Promete que não soltarás a minha mão.
Eu prometo que não solto a sua.
Tudo que precisamos fazer é continuar caminhando.
Eu estou ao seu lado.
Então, vamos.



p.s: keep breathing

15 novembro 2009

E se...



E se você nunca tivesse decidido que você não me quer do seu lado? E se você nunca tivesse decidido que você não me quer na sua vida? E se ainda estivéssemos lado a lado? E se você ainda segurasse a minha mão? E se a sua boca for a que ainda beijo todas as manhãs? E se o seu olhar ainda me dissesse que me ama? E se o seu corpo ainda fosse o que abraço à noite? E se você não tivesse ido embora? O que seria de nós?

E se você ainda me ligasse quando quiser? E se você ainda sorrisse com as minhas piadas? E se ainda fossem as suas palavras de conforto que escuto? E se ainda dividíssemos o mesmo teto? A mesma cama? O mesmo amor? E se o seu caminho também fosse o meu? E se você tivesse medo de continuar sem mim? E se o mundo fosse mais colorido junto a mim? E se você decidisse agora que você me quer na sua vida? Se você decidisse que você me quer do seu lado? O que seria de nós?




p.s: i´m still waiting for your call. yes, i am.


02 novembro 2009

resposta



Antes de tudo, não pense que estou fazendo isto por você, nem por ninguém. Estou fazendo isto por mim.
A verdade é que eu não consigo ficar assim com você. Eu sei que falei que podia, mas não consigo.
Sou sensível demais, vulnerável demais, chame o que você quiser, mas gosto de você, amo você demais para agüentar ficar desta maneira com você. E você sabia disso. E mesmo sabendo você continua me procurando. Você continua me procurando porque quer alguma coisa comigo, só não é forte o suficiente para tê-lo. O que de certa maneira faz de você uma covarde.
E sabe o que é o mais triste de tudo isso? É que um dia você vai acordar e vai perceber tudo o que você perdeu, o que perdemos, e ai sim vai ser tarde demais.
Por isso mesmo, não me procure mais.
Não pense que eu estou fazendo isto por você, nem por ninguém. Estou fazendo isto por mim.
Estou construindo a minha nova vida sem você, então, por favor, respeite isso.




p.s: Dizem que quando Deus fecha uma porta, ele abre uma janela. Só espero que a janela não seja grande demais. Nunca se sabe o que pode entrar.


04 outubro 2009

dói



Você me dói como farpa quando entra no dedo ou na planta do pé. Você me dói como soco na barriga que deixa sem ar. Você me dói como quando se cai de joelhos no chão. Você me dói como quando se arranca dente.
Você me dói no mais superficial da pele e no mais profundo da alma. Me dói nos braços que esperam abertos o abraço. Me dói na nuca que espera a respiração. Me dói nas mãos vazias que não seguram mais as suas.
Você me dói no beijo não dado. Você me dói nas músicas não dançadas. Você me dói nos filmes não vistos. Você me dói nas cartas não enviadas. Você me dói nos milhões de “eu te amo” vazios, tristes, sozinhos.
Você me dói no lado esquerdo da cama. Você me dói nas fotografias. Você me dói nos jantares. Você me dói no sorriso e no choro.
Você me dói como não devia. Você me dói mais do que eu sabia.



p.s: do the things that you always wanted to without me there to hold you back